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Polícia Derruba Telhado 'Anti-drone' Do TCP No Rio de Janeiro

Uma grande operação no Rio de Janeiro desmantelou um telhado de 250 metros construído pelo TCP para bloquear drones policiais. Cinco suspeitos foram presos e fuzis apreendidos.
Por Redação
Polícia Derruba Telhado 'Anti-drone' Do TCP No Rio de Janeiro

TCP teve origem no Rio de Janeiro -

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Na última quinta-feira, uma grande operação policial agitou Senador Camará, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Agentes da Polícia Civil e Militar uniram forças para derrubar uma estrutura impressionante: um telhado de cerca de 250 metros de extensão, construído pelo grupo criminoso Terceiro Comando Puro (TCP) com um objetivo bem claro: impedir que drones da polícia fizessem seu trabalho de vigilância. A ofensiva não só destruiu essa barreira "anti-drone", mas também prendeu cinco pessoas e apreendeu um arsenal.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, a ideia por trás do telhado era engenhosa, mas ilegal. A cobertura era feita com uma combinação de chapas de aço, alumínio e silício, todas com um revestimento de zinco. Essa composição foi pensada para criar uma espécie de escudo, que dificultava ao máximo a visão aérea e o monitoramento da área por parte dos equipamentos da segurança pública. Era uma tentativa clara do crime organizado de se esconder dos olhos que tudo veem do alto.

A Tática do Telhado 'Anti-drone': Uma Batalha no Ar

A força-tarefa mobilizou um efetivo robusto: nada menos que 520 policiais, entre civis e militares, participaram da ação em Senador Camará. O resultado foi a desarticulação dessa estratégia criminosa e a prisão de cinco suspeitos envolvidos com a facção. Durante a operação, os agentes também conseguiram apreender três fuzis, duas pistolas e sete veículos, um duro golpe no poderio logístico e bélico do grupo.

Lazer do Crime: Piscina e Churrasqueira para a Facção

Mas a surpresa não parou por aí. Além de derrubar o telhado, a polícia encontrou uma obra que estava sendo construída para funcionar como uma área de lazer completa para os integrantes da facção. O local já contava com piscina, churrasqueira e outros equipamentos típicos de um espaço recreativo. Pichações com símbolos do grupo, como “Exército de Israel” e a Estrela de Davi, marcavam o território, confirmando a autoria da construção.

Esses símbolos são frequentemente usados pelo Terceiro Comando Puro, organização criminosa que, segundo a polícia, é liderada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, mais conhecido como Peixão. A descoberta do espaço de lazer e do telhado "anti-drone" mostra o nível de organização e os recursos que o crime organizado investe para manter suas atividades e tentar escapar da fiscalização das forças de segurança.