A Polícia Civil da Bahia (PC) fez buscas na manhã desta terça-feira (13) na casa de um fotógrafo em Salvador, na Bahia. Ele foi preso sob a acusação de vender fotos íntimas de modelos em sites de conteúdo adulto, tudo sem a permissão das vítimas. A ação, que aconteceu no bairro de Ondina, faz parte da "Operação Imagem Protegida".
Essa operação é uma parceria entre a Polícia Civil da Bahia e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O foco é investigar crimes de divulgação de cenas de nudez e pornografia sem o consentimento das pessoas envolvidas. O fotógrafo, um homem de 27 anos, já havia sido preso preventivamente no sábado (3) no Rio Grande do Sul, durante a primeira fase da operação.
Como o golpe funcionava, segundo a polícia
As investigações detalham um esquema que, segundo a polícia, era usado para atrair as vítimas. O suspeito abordava mulheres que trabalhavam com a própria imagem, como modelos ou influenciadoras digitais, e oferecia a elas ensaios fotográficos por um preço bem abaixo do mercado, entre R$ 30 e R$ 50.
Durante as sessões de fotos, ele as convencia a retirar algumas peças de roupa e a fazer poses mais sensuais. Depois que as fotos íntimas eram feitas, elas eram divulgadas e comercializadas em sites de conteúdo adulto, sem que as modelos soubessem ou dessem seu consentimento.
As investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul sugerem que o número de vítimas pode ser muito maior do que se imagina, ultrapassando a marca de 100 mulheres em todo o Brasil.
Fotógrafo morava e estudava em Salvador
Em Salvador, o suspeito morava no bairro de Ondina e cursava um mestrado na capital baiana. Até o momento, a polícia registrou ao menos sete ocorrências contra ele.
Na ação desta terça-feira em Salvador, diversos aparelhos eletrônicos foram apreendidos na casa do fotógrafo. Esses materiais serão submetidos a uma perícia técnica especializada. O objetivo é aprofundar as provas já existentes e, quem sabe, identificar novas vítimas que possam ter sido lesadas pelo mesmo esquema.
A medida judicial que levou à prisão e às buscas é resultado de uma apuração conduzida pela 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Porto Alegre/RS. As investigações sobre o caso continuam sob a responsabilidade da Polícia Civil capixaba.

