Polícia

PM condenado por estupro de vulnerável e entrega de arma a criança na Bahia

Policial militar Jefferson da Silva Carvalho recebeu pena de 12 anos de prisão, após recurso do Ministério Público reverter absolvição em primeira instância
Por Redação
PM condenado por estupro de vulnerável e entrega de arma a criança na Bahia
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O policial militar Jefferson da Silva Carvalho foi condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável e por entregar arma de fogo a uma criança. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (13) pela Primeira Turma da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

A condenação ocorreu após recurso do Ministério Público do Estado (MP-BA), que reverteu a absolvição do réu em primeira instância. Segundo o TJ-BA, as provas reunidas no processo foram suficientes para comprovar a materialidade e a autoria dos crimes.

De acordo com a denúncia do MP, o caso aconteceu em 19 de agosto de 2023, no distrito de Salgadália, em Conceição do Coité, a cerca de 220 km de Salvador. A vítima, um menino de 11 anos na época, foi convidada a entrar na residência do policial sob um pretexto banal.

Detalhes da denúncia e investigação

No local, o policial teria colocado uma arma de fogo nas mãos da criança e ensinado como manuseá-la, prática ilegal. Enquanto o menino manipulava o armamento, o agente passou a tocar suas partes íntimas, conforme relato do próprio garoto. O policial, segundo os autos, orientou o menino a não contar o ocorrido a ninguém.

Após deixar a casa, o adolescente contou o que havia acontecido à mãe, que procurou o Conselho Tutelar. O caso foi registrado na delegacia e passou a ser investigado. Duas conselheiras tutelares que atenderam a vítima prestaram depoimento à Justiça e relataram que o menino descreveu o episódio com riqueza de detalhes, além de demonstrar medo por se tratar de um policial militar.

Uma das testemunhas afirmou que o jovem mencionou tentativa de abuso mais grave, enquanto outra disse que ele relatou apenas toques íntimos. Apesar da divergência, os desembargadores consideraram os depoimentos coerentes e suficientes para embasar a condenação do PM condenado.

O processo também aponta que outro adolescente estava na residência no momento dos fatos e chegou a participar do manuseio da arma, reforçando a acusação de que o policial facilitou o acesso de menores ao armamento. O PM condenado segue detido e cumprirá a pena estabelecida pela Justiça.