Polícia

Pedreiro é preso em Suzano após perseguir mulher e alegar 'pedido de Deus'

Pedreiro de 58 anos foi preso em Suzano por perseguir uma mulher por três anos, enviando mensagens sexuais. Ele alegou que agia a pedido de Deus.
Por Redação
Pedreiro é preso em Suzano após perseguir mulher e alegar 'pedido de Deus'

Delegacia da Polícia Civil no município de Suzano (SP) -

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Um pedreiro de 58 anos foi preso na última sexta-feira (23) em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. Ele é acusado de perseguir e assediar uma mulher por mais de três anos. O homem chegou a enviar cartas e mensagens com conteúdo sexual para a vítima, inclusive no local de trabalho dela.

No depoimento à polícia, o suspeito apresentou uma justificativa inusitada para suas ações. Ele afirmou que agia a mando do "Espírito Santo", alegando ter "problemas espirituais" que o levavam a importunar a mulher.

A vítima vinha sofrendo com a perseguição de diversas formas, sendo intimidada tanto pessoalmente quanto pela internet. Ela já havia procurado as autoridades em outras ocasiões para registrar boletins de ocorrência sobre os fatos. Segundo a Polícia Militar (PM), agentes foram chamados para atender uma ocorrência de ameaça, onde a mulher relatou a persistência do assédio.

Nos registros oficiais da Polícia Civil, consta que a vítima "havia registrado diversos boletins anteriores sobre os fatos. Mencionou que havia recebido uma carta dele no mesmo dia e indicou que ele morava próximo ao local, na esquina".

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano está investigando o caso como perseguição, popularmente conhecida como stalking. Antes da prisão, a Justiça já havia concedido uma medida protetiva de urgência para proteger a mulher, conforme confirmou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O que é o crime de Stalking?

O crime de stalking foi incluído no Código Penal Brasileiro para proteger as pessoas contra a perseguição obsessiva. Ele consiste em perseguir alguém de forma repetida, usando qualquer meio – seja ele físico, como seguir a pessoa, ou digital, por meio de mensagens e redes sociais.

Essa perseguição, que visa ameaçar a integridade física ou psicológica da vítima, restringir sua liberdade ou invadir sua privacidade, é punível por lei. A pena para quem comete esse crime pode variar de 6 meses a 2 anos de prisão, além do pagamento de multa. A prisão do pedreiro reforça a importância de denunciar casos de perseguição e o compromisso das autoridades em combater esse tipo de violência.