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Pablo do Arrocha fala sobre comparação com Bruno Mars: 'Fiquei surpreso'

Pablo do Arrocha reagiu à comparação entre sua música 'Imprevistos' e 'Risk It All' de Bruno Mars, dizendo que ficou surpreso e orgulhoso. Especialista explica por que não é plágio.
Por Redação
Pablo do Arrocha fala sobre comparação com Bruno Mars: 'Fiquei surpreso'

Suposto plágio viralizou nas redes sociais -

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O mundo da música e as redes sociais andam agitados por uma comparação inusitada: o cantor Pablo do Arrocha e a estrela internacional Bruno Mars. Tudo começou quando internautas notaram uma semelhança entre a canção ‘Risk It All’, do novo álbum de Bruno, ‘The Romantic’, e ‘Imprevistos’, uma música lançada por Pablo em 2015, no disco ‘Desculpe Aí’ e composta por Aparecida de Fátima Leão Moraes.

Muita gente se empolgou e começou a falar que Bruno Mars, conhecido por hits como ‘Talking to the Moon’, teria copiado o baiano. A principal semelhança que o público apontou está na melodia do refrão das duas canções, que realmente lembra uma à outra.

Pablo se pronuncia: “Fiquei surpreso e orgulhoso”

Procurado pelo Portal A TARDE, Pablo disse que a curiosidade o fez ir atrás da música de Bruno Mars. Ele explicou que, no universo da música, é comum melodias se parecerem, especialmente quando o tema é universal como sentimento, dor ou sofrência.

A internet me marcou tanto que eu fiquei curioso. Olha, música tem dessas coisas… às vezes uma melodia lembra outra, principalmente quando a gente fala de sentimento, de dor, de sofrência. Fiquei surpreso com a comparação e, ao mesmo tempo, orgulhoso de ver uma música do nosso repertório sendo colocada lado a lado com um artista do tamanho de Bruno Mars.

O cantor, que é de Candeias, na Bahia, revelou que se emocionou com a onda de carinho e defesa por parte do público. Para ele, ver as pessoas defendendo, comentando e comparando mostra o quanto ‘Imprevistos’ tocou a vida delas. Ele também destacou a velocidade da internet e a importância de tratar tudo com respeito.

Pablo também pontuou que o fato de ser Bruno Mars envolvido na história dá uma proporção ainda maior à repercussão. “A gente está falando de um artista mundial, premiado, que lota estádios. Quando envolve alguém desse tamanho, a repercussão ganha outra proporção”, disse. Mesmo assim, ele reforçou que o essencial é a verdade e o respeito à música, pois a arte e o sentimento atravessam fronteiras.

Um 'feat' com Bruno Mars? Pablo leva na brincadeira

Após a confusão sobre o ‘plágio’, Pablo até brincou com a situação nas redes sociais e marcou Bruno Mars em uma publicação no Instagram. Isso, claro, foi o suficiente para os fãs começarem a sonhar com uma parceria entre os dois artistas.

Eu levei na brincadeira porque acredito que a vida também precisa ser leve. Marquei mesmo. Já pensou um feat? Ia ser a sofrência encontrando o groove!

Pablo contou que admira muito a trajetória de Bruno Mars, a quem considera um artista completo que canta, dança, compõe e produz. Ele disse que construiu uma carreira sólida no pop mundial. “Se um dia rolar um convite, eu topo. Imagina ‘Imprevistos’ numa versão meio R&B com tempero de arrocha? O mundo não está preparado. Mas, acima de tudo, eu sigo focado na minha música, no meu público e na verdade que eu canto”, completou o artista.

Afinal, foi plágio? Especialista explica

Para entender se houve ou não plágio, o Portal A TARDE conversou com o músico Henrique Badermann, diretor da Badermann Academia de Música. Segundo o especialista, a comparação entre ‘Risk It All’ e ‘Imprevistos’ mostra que, sim, existe uma semelhança perceptível na melodia do refrão, o que explica a percepção do público.

No entanto, Badermann deixou claro que, do ponto de vista técnico e musical, essa semelhança não é suficiente para caracterizar um plágio. Ele explicou que, para configurar plágio melódico, não se olha apenas para a altura das notas, mas também para o ritmo, os intervalos entre as notas, o fraseado e a função da melodia dentro da música.

Uma sequência de notas semelhante, quando organizada com um ritmo diferente, já configura uma melodia distinta. Isso reduz significativamente a possibilidade de caracterização de cópia. Do ponto de vista estatístico, considerando um refrão curto com cerca de 16 notas (ou sílabas musicais) e apenas as sete notas naturais da escala (dó, ré, mi, fá, sol, lá e si), a probabilidade de duas melodias serem exatamente iguais é extremamente baixa, da ordem de 1 em dezenas de trilhões, mesmo antes de se considerar o fator rítmico.

Badermann ainda adicionou que, ao incluir o ritmo na análise, a probabilidade de duas melodias serem idênticas se torna ainda menor. Ou seja, a análise musical sugere uma proximidade estética e perceptiva, mas não uma identidade melódica que comprove plágio intencional.