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Novas regras do Pix buscam coibir golpes e facilitar devoluções

Usuários do Pix percebem mudanças a partir desta segunda-feira (2). Novas regras permitem bancos rastrear dinheiro roubado para conter golpes e agilizar devoluções.
Por Redação
Novas regras do Pix buscam coibir golpes e facilitar devoluções

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A partir desta segunda-feira, 2 de dezembro, o sistema Pix passa por mudanças significativas para reforçar a segurança e agilizar a devolução de valores em casos de fraude. Os bancos em todo o Brasil agora seguem novas diretrizes do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que foi criado pelo Banco Central em 2021 para acelerar os estornos de dinheiro roubado.

Essa atualização, que começou a ser implementada em novembro e agora se torna obrigatória para todas as instituições financeiras, é uma resposta direta ao crescente número de golpes. A principal novidade é que os bancos agora conseguem rastrear o caminho do dinheiro, mesmo que os criminosos tentem escondê-lo passando por várias contas e diferentes bancos. Isso significa que, se um Pix fraudulento for identificado, os valores podem ser bloqueados onde quer que estejam.

Antes dessa mudança, era muito difícil recuperar o dinheiro perdido em golpes de Pix. Menos de 10% do dinheiro contestado voltava para as vítimas, porque os criminosos eram rápidos em espalhar os valores por diversas contas. Se a conta que recebeu o Pix já estivesse zerada no momento da denúncia, o bloqueio não alcançava as próximas contas para onde o dinheiro foi transferido. Com a nova regra, essa barreira é quebrada.

Como funciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED) atualizado?

O processo para a vítima reaver o dinheiro em caso de fraude ficou mais eficiente e se divide em três etapas claras:

  • Notificação: A pessoa que sofreu o golpe deve avisar seu banco o mais rápido possível.
  • Bloqueio temporário: A conta que recebeu o Pix suspeito é bloqueada por até uma semana, enquanto o banco faz uma análise detalhada da situação.
  • Devolução: Se a fraude for confirmada após a análise, o dinheiro é devolvido para a conta da vítima em até quatro dias.

Essa medida é um passo importante na luta contra os golpistas, oferecendo mais tranquilidade e segurança para milhões de brasileiros que usam o Pix diariamente. A expectativa é que, com a maior capacidade de rastreamento e bloqueio, o retorno do dinheiro para as vítimas se torne muito mais comum, desencorajando as práticas criminosas que têm explorado a agilidade do sistema de pagamentos instantâneos.

O Banco Central continua monitorando o uso do Pix e implementando melhorias para garantir que ele continue sendo uma ferramenta prática e, acima de tudo, segura para todos.