A nova lei do Planserv, que atualiza o modelo de financiamento do plano de saúde dos servidores da Bahia, corrige uma injustiça social e busca o equilíbrio das contas do sistema. A afirmação foi feita por Luiz Eduardo Perez, coordenador-geral do Planserv, em entrevista nesta terça-feira (11).
Segundo Perez, a legislação sancionada em dezembro pelo governador Jerônimo Rodrigues estabelece que todos os servidores paguem o mesmo percentual de contribuição, eliminando a lógica anterior que penalizava quem recebia menos. A alíquota para este ano está em 5,5%, com aumento da contribuição patronal do governo.
De acordo com o coordenador, a reestruturação permitiu mais previsibilidade ao sistema e reduziu distorções, beneficiando 160 mil servidores com a redução do valor pago. Ele reforça que não houve aumento de mensalidade, mas uma reorganização do modelo de financiamento do Planserv.
Impacto e desafios do Planserv na Bahia
A medida, conforme Perez, também evita a dependência de aportes extras do governo para cobrir as despesas do plano. Ele reconhece a defasagem histórica na remuneração paga aos prestadores de serviço, que em alguns casos ficou abaixo da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), problema decorrente do crescimento das despesas médicas acima dos reajustes salariais.
Outro desafio do Planserv é a carteira envelhecida, com cerca de 30% dos usuários acima de 59 anos, sem a renovação constante observada em outros planos de saúde. A nova gestão busca soluções para equacionar essa questão e focar no atendimento ao idoso.
A nova lei também reforça a estratégia de interiorização da assistência, com foco em cidades-polo do extremo sul (Eunápolis, Teixeira de Freitas e Porto Seguro), norte (Paulo Afonso) e oeste (Barreiras) da Bahia. Nesses locais, o Planserv busca garantir uma estrutura mínima de saúde, incluindo hospitais com UTI, emergências, ambulatórios, laboratórios de exames e de imagem.

