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NASA inicia contagem regressiva para missão tripulada à Lua após 53 anos

Artemis II, com quatro astronautas, incluindo uma mulher e um negro, decola nesta quarta-feira (1º) para testar sistemas da cápsula Orion
Por Redação
NASA inicia contagem regressiva para missão tripulada à Lua após 53 anos
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A NASA iniciou, nesta segunda-feira (30), a contagem regressiva para o primeiro lançamento de uma missão tripulada à Lua em 53 anos. A missão Artemis II está programada para decolar na noite de quarta-feira (1º), com quatro astronautas a bordo.

O lançamento será realizado com o foguete Space Launch System, que tem altura equivalente a um prédio de 32 andares. Após um dia em órbita terrestre, a cápsula Orion seguirá em direção à Lua, realizando uma manobra de contorno antes de retornar à Terra.

Segundo a NASA, a missão não prevê pouso no satélite natural. O objetivo principal é testar os sistemas e preparar futuras expedições tripuladas que, de fato, levarão humanos à superfície lunar nos próximos anos.

O voo terá duração de aproximadamente 10 dias e terminará com um pouso no Oceano Pacífico. A agência espacial tem até os primeiros dias de abril para realizar o lançamento da missão tripulada à Lua.

Ajustes e a diversidade da tripulação

Inicialmente prevista para fevereiro, a missão foi adiada após a identificação de vazamentos de hidrogênio. Embora o problema tenha sido resolvido, uma obstrução em uma linha de pressurização de hélio levou o foguete a retornar ao hangar para novos ajustes. O veículo voltou à plataforma de lançamento há cerca de uma semana e meia e, conforme a NASA, está em boas condições para a decolagem, com previsão do tempo favorável.

A equipe da Artemis II é composta por três astronautas americanos e um canadense. Diferentemente do programa Apollo, que levou apenas homens à Lua entre 1968 e 1972, a nova missão marca um avanço em diversidade. A tripulação inclui uma mulher, uma pessoa negra e um astronauta não americano, refletindo uma proposta mais inclusiva da exploração espacial contemporânea.

O piloto da missão, Victor Glover, destacou o impacto simbólico da viagem. Ele afirmou que deseja que meninas e jovens negros se vejam representados e imaginem que também podem chegar lá. Glover ressaltou ainda que espera que, no futuro, essas "primeiras vezes" deixem de ser destaque e que a exploração espacial seja vista como uma conquista coletiva.