Um dia que deveria ser de reencontro e esperança transformou-se em tragédia na manhã desta quinta-feira, 29, em Feira de Santana, na Bahia. Uma mulher de 39 anos morreu após passar mal enquanto aguardava na fila para visitar um familiar no Conjunto Penal da cidade. O incidente aconteceu na área externa da unidade, antes mesmo de começar o processo de entrada dos visitantes.
A mulher estava acompanhada da filha quando, de repente, sentiu um mal-estar. Ela ainda não havia passado pelo aparelho de segurança, conhecido como bodyscan, momento em que relatou que não estava bem. A rápida ação dos policiais penais que faziam a triagem foi crucial para prestar o primeiro socorro. Eles a retiraram da fila e a levaram para um ponto de apoio, um local destinado a atendimentos.
Atendimento rápido, mas desenlace trágico
Durante o percurso para o ponto de apoio, a situação da mulher piorou. Ela perdeu a consciência, desmaiou e caiu. Sem perder tempo, a equipe do presídio a transportou imediatamente para o setor médico do conjunto penal, onde recebeu os primeiros socorros. Paralelamente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado com urgência para dar suporte.
Apesar de todos os esforços das equipes de saúde, a mulher sofreu uma parada cardíaca. Os profissionais de saúde tentaram reanimá-la incansavelmente, mas, infelizmente, ela não resistiu e morreu. A notícia chocou os que estavam no local e trouxe uma dor imensa para sua filha, que presenciou a triste cena.
“A prioridade foi o atendimento imediato, mas, lamentavelmente, o quadro de saúde da visitante se agravou rapidamente, resultando em um desfecho fatal apesar de todas as tentativas de reanimação”, informou a equipe médica.
A filha da vítima recebeu todo o amparo necessário após o ocorrido. O Serviço Social da unidade prisional ofereceu atendimento e acompanhamento psicológico para ajudá-la a enfrentar o momento de luto e choque. Esse tipo de suporte é fundamental em situações tão delicadas.
Investigação para esclarecer as causas
Para determinar a causa exata da morte, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi chamado ao local. Os peritos realizaram os procedimentos necessários e o corpo foi recolhido. A expectativa é que a conclusão da perícia possa trazer mais detalhes e esclarecer o que provocou o mal súbito e a parada cardíaca da mulher.
Casos como este reforçam a vulnerabilidade da saúde em situações inesperadas e a importância de um atendimento rápido, mesmo em locais com rotinas tão específicas como um presídio. A comunidade de Feira de Santana lamenta a perda e aguarda os resultados da investigação.

