Oscar Schmidt, considerado o maior jogador de basquete da história do Brasil, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba (SP). O ex-atleta faleceu vítima de um tumor cerebral, após uma batalha de mais de 15 anos contra o câncer.
Oscar Schmidt sofreu um mal súbito e foi encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana, onde teve uma parada cardiorrespiratória. A causa da morte foi confirmada como decorrente do tumor cerebral.
Segundo Ive Lima, oncologista especialista em tumores do sistema nervoso central da clínica AMO, este tipo de tumor é raro, representando cerca de 3% dos casos de tumores malignos globalmente. No Brasil, são registrados aproximadamente 11 mil casos por ano, um número significativamente menor que o câncer de pele não melanoma, o mais comum no país com 200 mil casos anuais.
Impacto e sintomas do tumor cerebral
A especialista destaca que, apesar de incomuns, os tumores cerebrais causam grande impacto funcional e social. Eles frequentemente afetam áreas responsáveis por funções básicas como fala, memória e movimento, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes.
Os sintomas variam conforme a área do cérebro atingida e podem ser confundidos com um princípio de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ive Lima alerta para dores de cabeça de início recente ou que mudam de padrão, náuseas e vômitos sem causa aparente, crises convulsivas em adultos sem histórico, fraqueza ou sensibilidade em um lado do corpo, e alterações na fala, visão, equilíbrio e comportamento.
A médica ressalta que a persistência e a piora progressiva desses sintomas devem ser sinais de alerta para investigação médica. Na maioria dos casos, não é possível identificar uma causa específica para o tumor cerebral, que geralmente resulta de alterações genéticas adquiridas ao longo da vida.
Existem diversos tipos de tumores cerebrais, benignos ou malignos, cada um com uma classificação molecular distinta. Essa diferenciação é crucial para que o oncologista defina o tratamento mais adequado para cada paciente.

