O ministro Marco Buzzi, de 68 anos, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi afastado das suas funções na última terça-feira, 10 de outubro. A decisão veio após uma servidora terceirizada do tribunal relatar ter sido assediada por ele por quase três anos, entre 2023 e o fim de 2025. Este é o segundo caso de denúncia de assédio envolvendo o magistrado.
O depoimento da servidora foi dado na tarde da última segunda-feira, 9 de outubro, à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A mulher, que trabalhava como secretária no gabinete de Buzzi, detalhou que os episódios teriam acontecido em diversos locais dentro do próprio tribunal, como na sala do ministro, nos corredores, na biblioteca e até mesmo em um depósito.
Ela contou que, por ser a primeira a chegar ao gabinete, muitas vezes ficava sozinha com Marco Buzzi. Essa situação, segundo ela, teria facilitado que os assédios acontecessem. A gravidade das acusações levou ao seu afastamento, uma medida importante para garantir a apuração dos fatos de forma justa.
Durante as declarações prestadas ao CNJ, a servidora demonstrou grande abalo emocional. Ela chorou em vários momentos e afirmou que a pressão e o estresse da situação a fizeram adoecer. Para fortalecer a denúncia, ela apresentou gravações, que foram enviadas, junto com a transcrição do depoimento, aos ministros do STJ.
Não é a primeira vez que Marco Buzzi enfrenta acusações de assédio. Ele já havia sido denunciado por assediar uma jovem de 18 anos em uma praia de Santa Catarina. A repetição das denúncias levanta sérias preocupações sobre a conduta do ministro e a segurança no ambiente de trabalho.
O assédio no ambiente de trabalho é uma prática grave que pode causar danos psicológicos e físicos às vítimas. A legislação brasileira prevê punições para quem comete esse tipo de crime, e órgãos como o CNJ atuam para investigar e garantir que a justiça seja feita. A apuração dessas denúncias é fundamental para a credibilidade das instituições e para a proteção dos trabalhadores.
Até o momento, Marco Buzzi nega todas as acusações. A Corregedoria do CNJ e o STJ agora devem seguir com os procedimentos para investigar o caso a fundo, ouvindo todas as partes e analisando as provas apresentadas.

