Cerca de mil policiais militares e civis estão nas ruas de Salvador, na Bahia, para garantir a segurança dos foliões antes mesmo do início oficial do Carnaval. A iniciativa faz parte da 'Operação Abadá', lançada nesta quinta-feira, 29, pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), com o objetivo de proteger quem busca suas fantasias para a maior festa popular do planeta.
A ação prevê um reforço especial entre os dias 8 e 17 de fevereiro, cobrindo não apenas os pontos de distribuição e revenda dos abadás, mas também as vias de acesso e todo o entorno desses locais. A ideia é que turistas e baianos se sintam seguros ao retirar suas fantasias e se preparem para a folia.
Segurança integrada para foliões
Marcelo Werner, secretário da Segurança Pública, destacou a importância dessa parceria entre as forças de segurança. Ele explicou que a Operação Abadá oferece proteção completa, desde a chegada aos pontos de retirada até o momento em que as pessoas voltam para casa com seus abadás.
“A gente garante, com essa parceria, a segurança a todos os foliões, turistas e baianos que vêm fazer a retirada das suas fantasias. Além disso, há um acompanhamento em todas as ruas de acesso realizado pela Polícia Militar. Também contamos com o sistema de monitoramento da Secretaria da Segurança Pública, para que possamos fazer o acompanhamento e, se for o caso de alguma ocorrência, realizar uma investigação de maior qualidade, mais rápida e mais eficiente”, afirmou Werner.
O secretário também ressaltou o trabalho conjunto entre o policiamento visível e as investigações, que já vêm sendo realizadas. A expectativa é que, como nos anos anteriores, a Operação Abadá seja um sucesso.
Polícia em ação: de patrulhas a agentes disfarçados
O coronel PM Antônio Carlos Silva Magalhães explicou que a Operação Abadá é uma tradição de mais de uma década. Ele informou que cerca de 700 policiais militares estarão focados nos pontos de entrega e suas proximidades. Eles atuarão com pontos fixos, patrulhas a pé e cobertura em áreas de grande circulação, como pontos de ônibus e acessos.
“Nós fazemos a segurança nos pontos de entrega, mas também no entorno. Atuamos com pontos fixos, policiais a pé e patrulhamento, dando cobertura nos locais de maior circulação de pessoas, como pontos de ônibus e áreas de acesso e saída. O objetivo é exatamente garantir a segurança”, detalhou o coronel Magalhães, que complementou que a operação se estende antes, durante e depois do Carnaval para que todos busquem seus abadás tranquilamente.
A Polícia Civil também terá um papel crucial. O delegado-geral André Viana anunciou que haverá um aumento no número de policiais à paisana, ou 'camuflados', para identificar e combater crimes como fraudes, estelionatos e comércio ilegal.
“Vamos ampliar o lado operacional, com maior número de policiais camuflados, para identificar pessoas que estejam realizando comercialização ilegal ou praticando estelionato, por meio de fraudes”, disse o delegado-geral, que também orientou a população sobre os canais de denúncia, como o Disque Denúncia 181, qualquer unidade do Departamento de Polícia Metropolitana ou a Delegacia de Turismo.
Joaquim Nery, responsável pela Central do Carnaval, celebrou a parceria com as Forças Estaduais da Segurança Pública. Para ele, a Operação Abadá é fundamental porque a segurança na retirada das fantasias marca o verdadeiro início da festa.
“A Operação Abadá é algo que começou lá atrás e existe uma percepção muito positiva da Secretaria de Segurança Pública sobre a importância de apoiar essa grande entrega, porque ela entende que o Carnaval de fato começa aqui. As pessoas se sentem mais seguras para retirar o abadá e voltar para suas casas até começar a grande festa, que é o objetivo final de todos nós”, concluiu Nery, com uma dica importante: “O lugar do abadá é no bloco, é no camarote, durante o carnaval. Antes ele deve ser guardado em casa, para evitar qualquer tipo de surpresa desagradável”.

