O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA), em Salvador, inaugurou nesta quinta-feira (19) a exposição "RESPEITA - Mulheres do Acervo MAC_BAHIA". A mostra reúne mais de 30 artistas e propõe um debate sobre a presença feminina na história da arte.
A curadoria, assinada por Andrea May, busca evidenciar a histórica sub-representação de mulheres em acervos institucionais. A iniciativa ocorre durante o Mês da Mulher, reforçando a discussão sobre equidade de gênero no campo artístico.
Segundo Andrea May, desde a criação do MAC_BAHIA, foi identificado um déficit de representações, o que motivou a ampliação do acervo para incluir mais artistas locais, mulheres, negros e indígenas. A exposição é um passo para enfrentar essa lacuna.
Desigualdade de gênero no acervo e a proposta da exposição
Atualmente, o acervo do MAC_BAHIA ainda reflete uma desigualdade de gênero, com 61% de artistas homens e 39% de mulheres. A exposição "RESPEITA" aborda essa preocupação, além de fortalecer uma rede de "artivistas" e apoiar posicionamentos estratégicos da arte feita por mulheres em sua diversidade de identidades.
A mostra articula obras do acervo e de coleções convidadas, construindo uma narrativa que busca visibilidade e deslocamento de perspectivas. A expografia, baseada na ideia de respeito como prática, divide-se em dois eixos: o térreo, com materiais orgânicos, e o andar superior, com dimensões mais subjetivas.
A visitação da exposição MAC_BAHIA é gratuita e segue até 24 de maio. Entre as artistas participantes estão Ana Cláudia Almeida, Virgínia de Medeiros, Manuela Eichner, entre outras.
Programação expandida e atividades interativas
Além das obras em exibição, a exposição MAC_BAHIA conta com uma programação expandida de atividades coletivas. No sábado (21), ocorre o primeiro encontro do "Clube do Desassossego", com leitura do livro "Pequena coreografia do adeus", de Aline Bei.
No domingo, a ação "Manifesta Colagem" será conduzida por Manuela Eichner, artista da exposição, e pela DJ Sica. A atividade propõe uma imersão entre performance, música e artes visuais, convidando o público a participar ativamente ou apenas observar.
Manuela Eichner explicou que a atividade busca modificar espaços e criar um ambiente de energia entre as pessoas e a arte. O foco está no processo e na presença, permitindo que o público se sinta artista e explore a criatividade com materiais analógicos.

