Uma nova proposta de sinalização em semáforos, que inclui uma luz branca, está sendo estudada para otimizar o trânsito e reduzir congestionamentos em grandes cidades. A iniciativa, que surgiu em pesquisas nos Estados Unidos e é debatida na Europa, busca integrar carros autônomos e veículos conectados ao fluxo de motoristas convencionais.
A luz branca seria acionada quando houver um número significativo de veículos autônomos em um cruzamento. Nesse cenário, o controle do fluxo de tráfego passaria a ser coordenado por sistemas de inteligência artificial, que utilizam dados dos veículos para gerenciar as decisões de parar, acelerar ou avançar.
Para os motoristas de carros convencionais, a orientação é seguir o comportamento do veículo à frente, evitando decisões individuais bruscas. Segundo os pesquisadores, essa coordenação inteligente pode diminuir o tempo de espera e as paradas bruscas, tornando o tráfego mais fluido.
Impacto na fluidez e no meio ambiente
A chamada “fase branca” tem o potencial de reduzir significativamente os congestionamentos em cruzamentos movimentados. Estudos indicam que, com menos frenagens e arrancadas, o fluxo de veículos se torna mais contínuo, o que pode diminuir o tempo de deslocamento e otimizar o consumo de combustível.
Além dos benefícios para a fluidez do trânsito, a proposta também alinha-se a metas ambientais. A redução de acelerações e freadas constantes pode levar a uma diminuição no consumo de energia e na emissão de gases poluentes, especialmente em áreas urbanas com tráfego intenso. O sistema também teria a capacidade de reagir em tempo real a mudanças no fluxo, como aumentos inesperados ou bloqueios em vias próximas.
Apesar de promissora, a tecnologia da luz branca em semáforos ainda está em fase de estudos, simulações e testes controlados. Em cidades como Roma, o conceito já foi analisado, mas ainda não há liberação para uso em larga escala. A implementação depende de ajustes em leis de trânsito, criação de padrões e campanhas de orientação para os motoristas.

