O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, reafirmou sua candidatura à reeleição ao Palácio do Planalto em 2026. A declaração foi feita nesta terça-feira (14), em entrevista a veículos de comunicação, afastando rumores sobre uma possível desistência.
Lula afirmou que sua candidatura é um "compromisso moral, ético e até cristão" para impedir que "fascistas voltem a governar" o país. O presidente destacou que tem "muita coisa para fazer" e que seu quarto mandato visa a um "salto decisivo" para o Brasil.
A fala de Lula contraria declarações anteriores, quando ele indicou que ainda não havia decidido sobre a disputa e que seu nome precisaria ser analisado pelo PT em convenção partidária. Segundo o presidente, "todo mundo sabe que dificilmente" ele deixaria de concorrer.
Repercussão e apoio de aliados
As declarações anteriores de Lula foram interpretadas por setores políticos e pelo mercado financeiro como um sinal de que ele poderia não disputar um novo mandato. O presidente, no entanto, afirmou que o mercado financeiro sempre preferirá outro candidato, pois não busca políticas de inclusão social, mas sim a garantia de pagamento de juros.
Aliados do presidente saíram em defesa da reeleição. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), indicou que as falas anteriores foram uma "provocação" de Lula. Segundo Wagner, o presidente "gosta de falar algumas coisas para deixar o pessoal excitado", mas sua candidatura é "com certeza" confirmada.
Na semana passada, o presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, também havia afirmado que o presidente Lula disputará a reeleição. Ele ressaltou que a fala de Lula valoriza a convenção partidária, mas que "claro que o presidente Lula é candidato".

