O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração contundente na última sexta-feira, 16 de fevereiro, no Rio de Janeiro: o salário mínimo brasileiro ainda é “muito baixo” e está longe de cumprir seu papel fundamental de assegurar condições básicas de vida aos trabalhadores. A afirmação foi feita durante um evento na Casa da Moeda, que celebrava os 90 anos da criação do salário mínimo no Brasil.
Segundo Lula, o valor pago hoje deveria ser suficiente para garantir direitos essenciais, como uma boa alimentação, moradia digna, acesso à educação de qualidade e a liberdade plena de ir e vir. Na sua avaliação, desde a criação dessa política pública, esses objetivos nunca foram plenamente alcançados no país.
O presidente relembrou a origem da política salarial no Brasil, que remonta a 1936, sob a iniciativa do então presidente Getúlio Vargas. A ideia original era justamente criar um piso que sustentasse a vida dos trabalhadores, oferecendo uma base mínima para a sobrevivência e o desenvolvimento.
"O salário mínimo é muito baixo no Brasil. Nós estamos fazendo apologia aqui da ideia de um presidente da República que, em 1936, criou a possibilidade de se estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos elementares que todos nós temos direito: a gente morar, a gente comer, estudar e ter o direito de ir e vir", pontuou Lula.
Atualmente, o salário mínimo nacional está em R$ 1.621, valor que passou a valer em 1º de janeiro. Este reajuste faz parte da política retomada pelo governo Lula, que busca oferecer aumentos anuais acima da inflação – uma das principais promessas de campanha do presidente. Contudo, mesmo com essa política de valorização, o chefe do executivo ainda considera o valor insuficiente para as necessidades da população.
Lula enfatizou que, mesmo com as tentativas de reajustes ao longo das décadas, o salário mínimo nunca conseguiu cumprir de forma integral os critérios estabelecidos na legislação original. Para ele, o valor deveria ser um reflexo mais fiel do custo de vida real da população brasileira, garantindo que ninguém fique para trás nas necessidades mais básicas.

