A Polícia prendeu um homem de 32 anos, identificado como Jonas de Oliveira, nesta quarta-feira (11), em São Paulo, no estado de São Paulo. Ele é suspeito de espancar a própria companheira, uma mulher de 26 anos, dentro de um elevador. As agressões foram registradas pelas câmeras de segurança do prédio, mostrando a brutalidade do ataque.
As imagens do vídeo são chocantes. Elas mostram Jonas de Oliveira empurrando a cabeça da vítima contra o vidro do elevador e puxando-a pelo cabelo. Em um momento de extrema violência, ele aplica um golpe de estrangulamento, conhecido como “mata-leão”, deixando a mulher sem chance de defesa. Mesmo tentando resistir e pedir ajuda, ninguém apareceu para socorrê-la. As agressões só pararam quando Jonas pegou o celular da vítima e foi embora.
Linha do Tempo da Investigação e Prisão
O terrível episódio aconteceu na madrugada do sábado (7). No entanto, a Polícia só conseguiu acesso às imagens das câmeras de segurança na terça-feira (10). Com as provas em mãos, os oficiais começaram as buscas por Jonas de Oliveira e conseguiram localizá-lo e prendê-lo no dia seguinte, quarta-feira (11).
Ao abordar o suspeito, os policiais descobriram que Jonas já tinha uma medida protetiva contra ele, o que significa que ele não deveria se aproximar da vítima. Além disso, a Polícia apreendeu duas armas de fogo que estavam com ele.
O caso foi levado para a Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente, no litoral de São Paulo. Jonas de Oliveira vai responder por uma série de crimes graves, incluindo:
- Tentativa de feminicídio: Quando há intenção de matar a mulher por ser mulher.
- Violência doméstica: Qualquer tipo de agressão dentro do ambiente familiar ou de relacionamento.
- Ameaça: Quando há intimidação ou promessa de mal injusto e grave.
- Dano: Por destruir ou estragar algo.
- Descumprimento de medida protetiva: Violação da ordem judicial que proíbe o agressor de se aproximar da vítima.
Negou agressão, mas confessou ameaças e outros crimes
Em seu depoimento à Polícia, Jonas de Oliveira tentou negar as agressões. Ele disse que “apenas a empurrou com o intuito exclusivo de reaver seu telefone celular”, minimizando a violência explícita no vídeo. No entanto, após o caso vir a público e ser noticiado, ele admitiu ter ameaçado a vítima por mensagem, com medo de ser expulso do condomínio onde mora.
Mas as revelações não pararam por aí. Jonas entregou seus celulares e senhas, e confessou que fazia parte de uma rede criminosa especializada em golpes digitais. Sua função era movimentar o dinheiro das vítimas entre contas para outros criminosos, que se beneficiavam dos golpes. Ele explicou um desses esquemas, o chamado “golpe 0800”.
“O ‘golpe 0800’ funcionava assim: um criminoso se passava por um atendente de banco e enganava as vítimas, fazendo com que elas dessem acesso remoto às suas contas bancárias. Geralmente, o dinheiro era transferido para contas de pessoas que moravam em áreas consideradas ‘livres’ (provavelmente para dificultar a localização).”
Além disso, Jonas de Oliveira fez uma confissão ainda mais alarmante: ele admitiu ter agredido outra mulher em janeiro deste ano. A vítima, descrita como uma mulher loira que trabalhava como garota de programa em Santos, no litoral de São Paulo, foi atacada na garagem do prédio onde morava. As agressões teriam sido motivadas por ciúmes, porque ela conversava com outros homens.
Para completar, ele ainda justificou seu comportamento agressivo com mulheres, dizendo que sentia a “obrigação de dar uma resposta à altura” em “razão de atitudes por elas adotadas”. Essa declaração mostra um padrão preocupante de violência e culpabilização das vítimas.

