A chegada da banda Guns N' Roses a Salvador, nesta quarta-feira (15), para um show na Arena Fonte Nova, ressaltou a importância da Guitarra Baiana na história musical da Bahia. O instrumento, criado por Dodô e Osmar Macêdo, é um símbolo da revolução elétrica no estado.
A capital baiana é a primeira cidade do Nordeste a receber a turnê da banda de hard rock. O evento promove um diálogo entre as guitarras distorcidas de Los Angeles e a sonoridade única da Bahia.
Segundo Armandinho Macêdo, filho de Osmar e um dos maiores expoentes da Guitarra Baiana, o instrumento nasceu de uma necessidade prática. Seu pai, Osmar, adaptou um cavaquinho para ter a afinação de um bandolim, após ser impedido de levar um bandolim italiano para tocar na rua.
A história da Guitarra Baiana
A virada elétrica ocorreu em 1942, quando Dodô, um eletrotécnico, começou a criar captadores para o cavaquinho de Osmar. A inovação superou problemas de microfonia ao preencher o instrumento com estopa e, posteriormente, ao fixar as cordas em um bloco maciço.
Inicialmente chamado de "pau elétrico" ou "cavaquinho elétrico", o nome "Guitarra Baiana" foi batizado por Armandinho na década de 1970. Ele registrou o termo em seu quarto disco, consolidando a identidade do instrumento que se tornou a voz do trio elétrico por mais de 30 anos.
Armandinho Macêdo, que também tem fortes influências do rock, afirma que a Guitarra Baiana possui a capacidade de executar clássicos do gênero. Ele já tocou riffs como o de "Sweet Child O' Mine", do Guns N' Roses, em trios elétricos, provocando a vibração do público roqueiro.
O show do Guns N' Roses em Salvador reforça a conexão entre diferentes estilos musicais e a rica herança da música baiana.

