O Fluminense de Feira, tradicional clube do interior da Bahia, organiza-se para a temporada de 2026 com o objetivo de retornar à Série A do Campeonato Baiano. A equipe, que não disputa a elite estadual desde 2021, aposta na gestão da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), vendida em 2023, para alcançar o acesso.
A reformulação interna visa garantir a sustentabilidade financeira do clube e fortalecer o departamento de futebol. Segundo Filemon Neto, presidente do Fluminense de Feira, o projeto é de longo prazo, com previsão de cinco a oito anos para estar em plena operação, focando no desenvolvimento das divisões de base.
O modelo de SAF busca atrair investidores que não apenas aportem capital, mas também tragam expertise e know-how para o mercado do futebol. A empresa Core3 administra a SAF e está aberta a parcerias, priorizando o que o presidente chama de "Smart Money", um dinheiro que vem com um sócio inteligente.
Estratégia para o acesso e mobilização da torcida
A escolha da comissão técnica foi criteriosa, buscando um "futebol adaptativo" que seja propositivo, mas capaz de se ajustar às condições dos jogos da Série B. O treinador Rodrigo Fonseca, com experiência em vencer competições, foi contratado para liderar a equipe após o clube "bater na trave" nos últimos dois anos.
Para mobilizar a torcida, considerada a maior do interior da Bahia, a diretoria planeja estratégias com ingressos de baixo custo e promoções. O objetivo é lotar o estádio Joia da Princesa em todos os jogos, transformando-o em um "caldeirão" para impulsionar o time rumo à elite do futebol baiano.
O Fluminense de Feira, conhecido como Touro do Sertão, tem uma presença marcante no cenário estadual e busca reverter o histórico recente de resultados que frustraram a torcida. A expectativa é que a nova gestão da Fluminense de Feira SAF traga os resultados esperados para a temporada de 2026.

