O filme "Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria" apresenta um final com múltiplas interpretações, o que tem gerado discussões entre o público. A obra, escrita e dirigida por Mary Bronstein, explora a trajetória de uma mãe exausta e está disponível em locadoras digitais.
O longa-metragem combina tensão psicológica e drama, apostando em um desfecho aberto e carregado de simbolismos. A narrativa permite diversas leituras sobre o destino da protagonista Linda e de sua filha, além das metáforas construídas ao longo da trama.
Segundo a crítica, o filme é uma "comédia de terror psicológico sobre depressão pós-parto e o estresse da solidão parental", conforme Peter Bradshaw, do The Guardian. Rose Byrne, que interpreta Linda, foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo papel, destacando a performance elogiada pela crítica.
A trama e o desfecho de 'Se Eu Tivesse Pernas'
Na história, Linda é uma psicóloga e mãe que enfrenta a ausência do marido e os cuidados com a filha, que lida com uma doença complexa. A situação se agrava com o surgimento de um buraco no teto de sua casa, forçando-as a se mudar para um hotel. A vida da protagonista se desmorona, levando-a a ultrapassar seus limites.
No final de "Se Eu Tivesse Pernas", Linda mergulha em uma rotina de exaustão, comendo compulsivamente, bebendo vinho e fumando maconha. Ela desenvolve uma obsessão pelo buraco no teto de sua casa, chegando a caminhar sozinha até lá, deixando a filha apenas com uma babá eletrônica. O problema do buraco nunca é resolvido, apesar das garantias do marido.
A saúde da filha também se agrava, e Linda, desconfiada dos tratamentos médicos, decide interromper o acompanhamento profissional. Ao perceber a simplicidade da remoção do tubo de gastrostomia, ela considera realizar o procedimento por conta própria, deixando o destino das personagens em aberto.

