A Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) negou oficialmente a proposta do governo dos Estados Unidos para excluir o Irã da Copa do Mundo de 2026. O pedido visava substituir a seleção iraniana pela Itália no torneio, que terá os EUA como um dos países-sede.
A sugestão foi apresentada à Fifa por Paolo Zampolli, enviado especial do então presidente Donald Trump para um encontro com a organizadora do Mundial. Segundo o jornal El País, a proposta foi rejeitada tanto pela Fifa quanto pelo governo italiano.
Andrea Abodi, Ministro do Esporte da Itália, classificou a ideia como “intempestiva e inviável”. Em caso de exclusão do Irã, a seleção dos Emirados Árabes Unidos seria a próxima na fila para uma vaga, por ter ficado em segundo lugar na repescagem asiática.
Participação do Irã confirmada e planos para o Mundial
Diante das tensões diplomáticas com os Estados Unidos, o Irã confirmou, nesta quarta-feira (22), que sua seleção nacional está totalmente preparada para disputar o Mundial. A declaração foi feita pela porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, que garantiu a ausência de pendências administrativas ou estruturais.
Nos bastidores, a federação iraniana discute a possibilidade de transferir seus jogos para o México. Essa alternativa ganhou força após sinalizações positivas do governo mexicano, que indicou disposição para receber partidas caso a Fifa autorize a mudança.
Até o momento, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre eventuais alterações na logística da seleção iraniana na Copa do Mundo, apesar de já ter confirmado a participação do país na competição. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reforçou a presença do Irã. “A equipe iraniana virá, com certeza. Esperamos que até lá a situação esteja pacífica, o que certamente ajudaria. Mas o Irã precisa vir, é claro. Eles representam seu povo. Eles se classificaram. Os jogadores querem jogar”, afirmou Infantino.

