A família da soldado Gisele Alves Santana, morta em São Paulo no dia 18 de fevereiro, criou um abaixo-assinado para que o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto perca a patente. O oficial, ex-companheiro de Gisele, é acusado de ter matado a soldado.
Geraldo Leite Rosa Neto está preso por feminicídio e fraude processual, crime que ocorre quando há adulteração na cena do crime. A iniciativa dos pais da soldado busca pressionar a corporação para a expulsão do tenente-coronel.
Em vídeo publicado nas redes sociais, os pais de Gisele Alves Santana afirmaram: “Quanto mais assinaturas nós conseguirmos, melhor”. O comando da PM avalia a expulsão ou a demissão de Geraldo Leite Rosa Neto, conforme apuração da Polícia Civil.
Investigação e Prisão do Tenente-Coronel
A prisão de Geraldo Neto foi solicitada pela Polícia Civil em 17 de março, após laudos periciais descartarem a hipótese de suicídio, sustentada pelo suspeito. Ele foi preso na manhã do dia 18 de março, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, um mês após a morte da esposa.
A perícia recuperou mensagens apagadas do celular da vítima, que desmentem a versão de Geraldo Neto sobre o fim do casamento. Os diálogos indicam que Gisele concordava com o divórcio, contrariando a alegação de que ela não aceitava a separação.
Segundo o relatório do 8º Distrito Policial (Brás), a recuperação das conversas demonstra que o indiciado manipulou o celular da vítima para sustentar sua versão. Horas antes de ser baleada, Gisele teria escrito que concordava com o divórcio, afirmando: “Pode entrar com o pedido essa semana”.
A soldado Gisele Alves Santana foi baleada na cabeça com a arma do tenente-coronel, na sala do apartamento onde moravam, no centro da capital paulista. O tenente-coronel evitou contato com a família de Gisele após a morte da esposa, alegando orientação psicológica e de seu comandante.

