O presidente do Vitória, Fábio Mota, desmentiu categoricamente uma suposta declaração atribuída a ele sobre o jogador Lucas Braga. Mota usou as redes sociais neste domingo para negar que tenha se referido ao atleta como um "produto com defeito" e anunciou que vai acionar a Justiça contra a "fake news" que circulou.
Presidente do Vitória reage à "fake news"
A polêmica começou com uma entrevista falsa que repercutiu amplamente nas redes sociais. Nela, Fábio Mota supostamente teria dito que o Vitória não deveria pagar por um jogador que "já veio com defeito de fabricação", mencionando uma doença congênita de Lucas Braga e insinuando que o Santos, ex-clube do atleta, deveria ter informado o Vitória.
Mota não demorou a se pronunciar publicamente para esclarecer a situação. Em uma postagem em seu perfil, o presidente do clube baiano deixou clara sua indignação:
"Uma página publicou uma fala como se fosse minha com relação a Lucas Braga, que sequer conheço a página, o repórter ou o editor! Nunca falei com nenhum deles! Tomaremos as providências cabíveis contra a página e contra quem publicou esse fake news."
A mensagem reforça a intenção do dirigente de tomar medidas legais contra a divulgação da informação inverídica, protegendo a imagem do clube e a sua própria.
Entenda o caso de Lucas Braga
O atacante Lucas Braga, de 29 anos, foi contratado pelo Vitória junto ao Santos em uma negociação de cerca de R$ 5 milhões. No ano passado, o jogador seria emprestado ao Fortaleza, mas os exames médicos no clube cearense revelaram um problema cardíaco que o impossibilita de seguir sua carreira profissional, indicando uma possível aposentadoria precoce.
Com a situação, Lucas Braga conseguiu a rescisão indireta de seu contrato com o Vitória por meio de um processo na Justiça do Trabalho. A liberação do atleta foi confirmada no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o que gerou várias discussões sobre o futuro do jogador e os custos envolvidos.
A posição oficial do Esporte Clube Vitória
Em meio à repercussão do caso, o Vitória divulgou uma nota oficial para esclarecer sua conduta, reafirmando o compromisso com a transparência. O clube explicou que Lucas Braga ingressou com uma reclamação trabalhista sob segredo de Justiça, o que impediu o acesso imediato aos detalhes do processo.
Mesmo sem ter acesso total aos autos inicialmente, o Vitória garantiu que regularizou todas as pendências financeiras com o jogador. Depois de conseguir acesso ao processo, foi constatado que não havia mais débitos pendentes. Uma decisão judicial determinou a liberação do atleta no BID, e, posteriormente, as partes firmaram um acordo que foi homologado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
Esse acordo previa a extinção da reclamação trabalhista, a prorrogação do contrato de trabalho e o empréstimo de Lucas Braga a outra equipe. No entanto, o empréstimo não se concretizou após os exames médicos do outro clube. O Vitória reforça que o acordo firmado continua válido e com plenos efeitos jurídicos, sendo um "ato jurídico perfeito" que não pode ser desfeito unilateralmente.
O Departamento Jurídico do clube, em Salvador, na Bahia, está tomando as medidas cabíveis para que o acordo seja devidamente apreciado pela Justiça, buscando a revisão da liminar e o arquivamento do processo. O Vitória manifestou compreensão pela delicadeza da situação de Lucas Braga e informou que o atleta deverá se reapresentar para uma avaliação completa pelo Departamento Médico do clube. Caso seja confirmada a inaptidão profissional, as questões contratuais serão tratadas conforme a legislação vigente, assegurando que o clube não possui pendências financeiras com o jogador.

