Polícia

Ex-árbitro da Premier League é condenado por posse de pornografia infantil

David Coote, ex-árbitro da Premier League, foi condenado a nove meses de prisão por posse de pornografia infantil, mas a pena foi convertida em trabalho voluntário.
Por Redação
Ex-árbitro da Premier League é condenado por posse de pornografia infantil

Ex-árbitro da Premier League tem condenação por pornografia infantil -

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A Justiça britânica condenou David Coote, ex-árbitro da prestigiada Premier League, a nove meses de prisão por posse de imagens de pornografia infantil. Contudo, a sentença de detenção foi convertida em trabalho voluntário não remunerado, conforme a decisão judicial. A notícia marca o desfecho de um caso que abalou o mundo do futebol.

Coote, que antes apitava os principais jogos da liga inglesa, viu sua carreira ser encerrada de forma drástica. Ele foi demitido em 2025 pela PGMOL, a entidade que administra a arbitragem no futebol inglês, logo depois que o material ilegal foi descoberto em seus aparelhos eletrônicos.

Como o caso veio à tona e a investigação se desenrolou

A investigação que levou à condenação de David Coote ganhou força após a divulgação de um vídeo polêmico. Nele, o ex-árbitro fazia comentários depreciativos sobre Jürgen Klopp, que na época comandava o Liverpool. A repercussão negativa desse vídeo foi tão grande que levou as autoridades a aprofundar as investigações sobre Coote.

Foi durante essa apuração que as autoridades apreenderam diversos dispositivos eletrônicos do ex-árbitro. Ao analisá-los, os investigadores encontraram as imagens de pornografia infantil que resultaram em sua condenação.

A seriedade do crime e o alerta da juíza

Na audiência de julgamento, a juíza Nirmal Shant fez questão de destacar a gravidade do crime. Ela enfatizou o impacto real e devastador desse tipo de delito, reforçando a necessidade de conscientização sobre as vítimas.

“Quem comete esse tipo de delito precisa compreender que há uma criança real envolvida, que sofre danos concretos”, afirmou a juíza, sublinhando que por trás das telas, há vidas infantis sendo brutalmente afetadas.

A defesa de David Coote alegou que ele enfrentava sérias dificuldades pessoais e profissionais desde o início do processo. Os advogados informaram que, há cerca de 11 meses, Coote parou de usar drogas e, enquanto aguardava a conclusão do caso na Justiça, passou a trabalhar como entregador, buscando se reerguer.

A condenação e a pena convertida em trabalho voluntário marcam um ponto final judicial em um caso que expôs um lado sombrio na vida de uma figura pública do futebol e ressaltou a importância da luta contra a exploração infantil.