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Escola pública em Salvador oferece aulas grátis de sanfona e forró

Iniciativa da Associação Cultural Asa Branca dos Forrozeiros da Bahia busca preservar a tradição nordestina no Centro Histórico
Por Redação
Escola pública em Salvador oferece aulas grátis de sanfona e forró
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Uma escola pública no Centro Histórico de Salvador oferece aulas gratuitas de sanfona, zabumba, triângulo e pandeiro. A iniciativa, da Associação Cultural Asa Branca dos Forrozeiros da Bahia, visa democratizar o acesso ao aprendizado dos instrumentos que formam a base do forró.

A escola, localizada no Santo Antônio Além do Carmo, foi inaugurada no ano passado. Segundo Marizete Nascimento, presidente da instituição, o objetivo é lutar por políticas públicas que mantenham a tradição e a cultura centenária do forró, que busca reconhecimento como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco.

O coordenador Cláudio Araújo explicou que as inscrições para 2026 já ocorreram, e cerca de 90 pessoas aguardam o resultado da seleção. As audições serão organizadas por dias, com uma média de dez alunos por dia, conforme o nível de experiência informado no formulário online.

Como funcionam as aulas de forró

As aulas são divididas em três níveis. O Nível 1 é para iniciantes, que terão o primeiro contato com os instrumentos. O Nível 2 é destinado a pessoas que já tocam, mas ainda não são alunos da escola. Já o Nível 3 é para egressos que já passaram pelo processo inicial e estão em um estágio mais avançado.

A separação por níveis é fundamental para a evolução dos alunos, com o objetivo de formá-los profissionalmente para o mercado musical. As aulas, no entanto, ainda não foram iniciadas. Marizete Nascimento informou que o começo das atividades depende da liberação de recursos públicos, que seguem um processo burocrático mais lento.

Apesar da iniciativa, o ensino da sanfona ainda depende predominantemente da iniciativa privada na Bahia. O sanfoneiro e professor Henrique Badermann, de 36 anos, explicou que a baixa demanda pelo instrumento está relacionada ao custo e à menor procura natural. Ele ressalta que ampliar o ensino da sanfona é fundamental para a preservação cultural do forró.