A cantora e atriz baiana Emanuelle Araújo lançou seu terceiro disco solo, intitulado 'Corra para o Mar'. O projeto, que resgata referências do axé music dos anos 1990, reafirma a conexão da artista com a identidade cultural de Salvador.
O álbum apresenta dez faixas, incluindo releituras e músicas inéditas. A produção é assinada por Kassin, com mixagem de Michael Brauer, e destaca a percussão e a musicalidade afro-brasileira.
Em entrevista, Emanuelle Araújo definiu o álbum como o mais pessoal de sua carreira. Segundo a artista, o projeto foi gestado ao longo de muitos anos, representando uma reverência às suas raízes baianas.
Um disco de afetos e raízes
A construção do álbum respeitou um processo de amadurecimento artístico e pessoal, conforme a cantora. Ela explicou que esperou o momento certo para que o disco fizesse sentido, começando a tomar forma concreta há dois anos com o lançamento dos primeiros singles.
O projeto foi adiado em alguns momentos devido a outros trabalhos, como um musical em homenagem a Clara Nunes. Emanuelle Araújo avalia que o lançamento atual está em sintonia com outras experiências recentes, incluindo uma novela que celebra a herança africana.
O disco resgata a estética musical dos anos 1990 e valoriza os blocos afro, movimentos fundamentais da cultura baiana. Para a artista, esse resgate cumpre um papel de preservação cultural, mantendo viva a "poderosa" axé music que marcou seu início na música.
A artista considera 'Corra para o Mar' uma obra narrativa, que dialoga com sua trajetória. Ela destacou o equilíbrio entre intuição e pesquisa no processo criativo, que envolveu compositores e sonoridades.
O álbum também é um "disco de afetos", reunindo artistas e colaboradores que fazem parte da vida de Emanuelle. Entre as participações estão Tatau, Davi Moraes e o bloco afro Ilê Aiyê, que a cantora descreve como o maior representante da afro-baianidade.

