A eleição para a presidência da República, prevista para outubro de 2026, apresenta até o momento apenas uma candidatura feminina entre os 12 nomes anunciados. Este cenário configura o menor número de mulheres na disputa pelo Planalto desde o ano de 2002, quando nenhuma mulher se candidatou.
A única mulher na pré-disputa é Sâmara Martins, representante da Unidade Popular (UP). Caso a situação permaneça, será o segundo menor número de candidaturas femininas à presidência no século XXI, superado apenas por 2002, quando não houve nenhuma candidata.
De acordo com dados históricos, a última vez que houve apenas uma candidatura feminina foi em 1998, com Thereza Ruiz, então do antigo PTN (hoje Podemos). Desde 2006, as eleições presidenciais no Brasil registraram pelo menos duas candidaturas de mulheres.
Candidaturas femininas em eleições anteriores
O pleito de 2022 teve o maior número de candidatas, com quatro mulheres na disputa: Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil), Sofia Manzano (PCB) e Vera Lúcia (PSTU). Em 2018, Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) concorreram. Já em 2014, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Luciana Genro (Psol) estavam entre os nomes.
Dilma Rousseff (PT) foi a única mulher a ser eleita presidente do Brasil e a alcançar o segundo turno, em 2010 e 2014. Ela também detém o recorde de mulher mais votada em uma eleição presidencial, com 55.752.529 votos em 2010 e 54.501.118 votos em 2014.
Os 12 pré-candidatos à presidência em 2026 podem ter alterações até agosto, prazo final para o registro das candidaturas. A baixa representatividade de candidatas presidência 2026 contrasta com a crescente participação feminina na política em outros níveis.

