Política

Economista Zeina Latif critica dependência do setor privado em relação ao Estado

Em Salvador, a especialista destacou que o Brasil desperdiçou oportunidades e criou ambiente hostil a investimentos, travando o crescimento econômico
Por Redação
Economista Zeina Latif critica dependência do setor privado em relação ao Estado
Compartilhe:

A economista Zeina Latif afirmou que o Brasil desperdiçou oportunidades e criou um ambiente hostil aos investimentos, travando o crescimento econômico. A declaração foi feita nesta terça-feira (11), em Salvador, durante o evento Index 2026, promovido pelo Sebrae e pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

Zeina Latif defende uma mudança de rumo nas políticas públicas e critica a dependência do setor privado em relação ao Estado. Segundo a economista, o país se preocupou em proteger setores, deixando em segundo plano funções essenciais como a educação.

De acordo com Zeina Latif, a dependência do setor privado em relação ao Estado abre espaço para o patrimonialismo, onde quem está mais próximo do poder leva mais vantagens. Ela ressalta que essa dinâmica gera ineficiências e pode fomentar a corrupção.

Impactos na Economia Baiana e Nacional

A economista também analisou os efeitos da taxa de juros elevada, os limites da Reforma Tributária e os entraves à produtividade, além dos impactos do chamado Custo Brasil. Ela criticou a insegurança jurídica, que, em sua avaliação, afasta investimentos e reduz a competitividade do país.

Para Zeina Latif, o Estado deve cumprir suas funções típicas, como evitar desequilíbrios fiscais e cuidar da qualidade de vida das pessoas, construindo capital humano. Ela enfatiza que o setor privado precisa florescer sem depender do Estado para garantir um desenvolvimento sustentável.

A especialista ainda apontou que o Brasil não conseguiu que o Estado cumprisse suas funções essenciais, como educação básica e saneamento. A má alocação de recursos e a grande insegurança jurídica, muitas vezes geradas por iniciativas bem intencionadas, resultam em um sistema complexo e ineficiente, segundo a economista.