O corpo de um homem, ainda sem identificação formal, foi descoberto na manhã desta sexta-feira, 23 de fevereiro, em Simões Filho, na Bahia, região metropolitana de Salvador. A vítima apresentava sinais claros de violência, com braços e pernas amarrados e marcas de tiros, o que sugere fortemente que foi uma execução.
Detalhes do achado e o modus operandi do crime
O achado macabro aconteceu na Via da Adutora, nos fundos de um estabelecimento comercial. A condição em que o corpo foi encontrado – com os membros amarrados e ferimentos de arma de fogo – levanta a suspeita de envolvimento de grupos criminosos e a prática conhecida como "tribunal do crime". Essa é uma forma brutal de punição frequentemente usada por facções.
O que é um "tribunal do crime"?
Para quem não conhece, o "tribunal do crime" é uma prática comum entre facções criminosas. Geralmente, ele é utilizado para impor disciplina interna, punir membros que não pagaram dívidas ou que desobedeceram a regras do grupo, ou até mesmo para eliminar integrantes de grupos rivais. As execuções por esses "tribunais" são planejadas e executadas para enviar uma mensagem, demonstrando poder e controle territorial. Por isso, a maneira como o corpo foi deixado, com amarrações e tiros, indica que se trata de uma ação premeditada, visando aterrorizar.
Ação da polícia e investigação em andamento
Ao receber o chamado, a Polícia Militar, por meio da 22ª CIPM, foi a primeira equipe a chegar ao local para verificar a ocorrência. Logo em seguida, a Polícia Civil, através da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho, assumiu o caso e deu início às investigações.
As primeiras providências incluíram a solicitação das guias para a realização da perícia no local e para a remoção do corpo. O trabalho agora é focado em identificar quem é a vítima, descobrir quem são os responsáveis por esse assassinato brutal e qual foi a real motivação por trás do crime. As diligências estão em andamento e a polícia segue buscando pistas para esclarecer o ocorrido.

