A Copa do Mundo de 2026 será a primeira edição do torneio sem a presença de técnicos brasileiros. A ausência foi confirmada após a eliminação da Albânia, comandada por Sylvinho, nas repescagens europeias nesta quinta-feira (26).
A equipe albanesa foi derrotada pela Polônia, em Varsóvia, e perdeu a chance de garantir uma vaga no Mundial. Com isso, a competição não terá um técnico nascido no Brasil entre as seleções participantes, quebrando uma tradição desde 1930.
Mesmo com a ampliação do número de seleções de 32 para 48, a presença de um técnico brasileiro não foi assegurada. A Seleção Brasileira, inclusive, é atualmente comandada pelo italiano Carlo Ancelotti.
Histórico de técnicos brasileiros em Copas
Desde a primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, quando Píndaro de Carvalho Rodrigues dirigiu a Seleção Brasileira, o país sempre teve representantes entre os treinadores. Essa presença se expandiu ao longo das décadas para outras seleções, marcando a história do futebol mundial.
Em 1966, por exemplo, dois brasileiros comandaram equipes: Vicente Feola pelo Brasil e Otto Glória, que levou Portugal ao terceiro lugar, a melhor campanha dos portugueses até hoje. Outros nomes como Didi (Peru, 1970), Alexandre Guimarães (Costa Rica, 2002 e 2006), René Simões (Jamaica, 1998) e Paulo César Carpegiani (Paraguai, 1998) também reforçaram essa tradição.
Grandes técnicos brasileiros, como Zico, Marcos Paquetá e Luiz Felipe Scolari, que dirigiu Portugal em 2006, também tiveram passagens por seleções estrangeiras em Mundiais. O recordista de participações é Carlos Alberto Parreira, que esteve em seis Copas do Mundo, comandando Brasil (1994 e 2006), Kuwait (1982), Emirados Árabes Unidos (1990), Arábia Saudita (1998) e África do Sul (2010).
A ausência de técnicos brasileiros na Copa do Mundo de 2026 representa um marco inédito na história do futebol nacional e internacional, encerrando uma sequência de quase um século de representatividade.

