Uma decisão importante marcou o São Paulo Futebol Clube nesta sexta-feira. O Conselho Deliberativo do clube se reuniu no salão nobre do Morumbis e aprovou o afastamento de Julio Casares da presidência. A medida vem após o nome do agora ex-presidente ser envolvido em recentes escândalos policiais, gerando grande pressão sobre sua gestão.
A votação foi expressiva: 188 conselheiros votaram a favor do impeachment, enquanto 45 foram contra e dois votos ficaram em branco. Ao todo, 235 conselheiros compareceram à reunião, garantindo o quórum mínimo necessário para a deliberação.
Vice-presidente assume comando
Com a saída de Julio Casares, quem assume o comando do São Paulo Futebol Clube de forma imediata é o vice-presidente da atual gestão, Harry Massis Júnior. Ele está no cargo desde 2021 e, conforme o Estatuto Social do clube, permanecerá à frente do Tricolor até o término do mandato do presidente afastado, o que significa que Massis Júnior comandará o clube até o fim de 2026.
Pressão e clima de protesto
Apesar de o clima interno da reunião ter sido descrito como cordial, com Casares e seus advogados apresentando sua defesa e os signatários do pedido de impeachment argumentando, do lado de fora do Morumbis a situação era bem diferente. Torcedores do São Paulo protestaram com faixas e fogos de artifício nos arredores do estádio, exigindo o afastamento de Julio Casares.
A pressão sobre Casares aumentou consideravelmente com o desenrolar de polêmicas divulgadas na imprensa e os casos que estão sob investigação da Polícia Civil. As principais torcidas organizadas do São Paulo, a Independente e a Dragões da Real, já haviam exigido a renúncia do presidente muito antes mesmo da votação de impeachment ser marcada, mostrando a insatisfação generalizada com a situação.
A decisão do Conselho Deliberativo busca trazer uma nova direção para o São Paulo, em meio a um período de instabilidade política e cobranças da torcida.

