O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, nesta quinta-feira (26), uma nova política que restringe a participação em competições femininas nos Jogos Olímpicos apenas para atletas biologicamente do sexo feminino. A medida estabelece um critério universal de elegibilidade.
Com a decisão, todas as atletas, sejam biologicamente do sexo feminino ou trans, precisarão passar por um processo de elegibilidade que inclui um teste genético. Este teste busca detectar a presença do gene SRY, que será o critério definidor para a participação.
Segundo o COI, a presença do gene SRY é uma evidência precisa de que uma atleta passou por desenvolvimento sexual masculino. A entidade afirmou que a detecção do gene é fixa ao longo da vida, conforme comunicado oficial.
Contexto da decisão e impacto
Historicamente, o COI evitava adotar uma regra universal sobre a participação de atletas trans, orientando as federações internacionais a criarem suas próprias diretrizes, como ocorreu em 2021. A mudança de postura ocorreu após a posse da nova presidente do COI, Kirsty Coventry, em junho do ano passado.
Kirsty Coventry declarou que a organização passaria a liderar a definição de uma abordagem universal. Ela enfatizou que "não seria justo que indivíduos biologicamente do sexo masculino competissem na categoria feminina", e que, em alguns esportes, isso "simplesmente não seria seguro", devido às pequenas margens que definem vitória ou derrota nos Jogos Olímpicos.
A nova regra não terá efeito retroativo e não impactará o esporte de base ou amador. A primeira atleta abertamente trans a competir em uma Olimpíada foi a neozelandesa Laurel Hubbard, no levantamento de peso em Tóquio 2020, e a primeira a conquistar uma medalha foi Quinn, meio-campista do Canadá, em 2021.

