O técnico Rogério Ceni não poupou críticas após o empate em 1 a 1 do Bahia com a Juazeirense, no último domingo (8), pela sétima rodada do Campeonato Baiano. O resultado, que fez o Tricolor perder os 100% de aproveitamento na competição, gerou indignação no treinador, que detonou tanto o gramado do Estádio Adauto Moraes, em Juazeiro, na Bahia, quanto a atuação da arbitragem.
No jogo, Everaldo, em sua reestreia pelo time, marcou de pênalti para o Bahia. Mas Bravo, também de pênalti, garantiu o empate para o Cancão de Fogo. Contudo, o que mais marcou a partida foram as condições do campo e uma decisão polêmica do árbitro.
Gramado: “Campo de condomínio”
Ceni foi bastante direto ao descrever o estado do campo, que segundo ele, impede a prática de um futebol de qualidade. Para o técnico, as condições são tão precárias que transformam o jogo em uma “pelada” informal.
“Nem sei se posso considerar isso um jogo, é campo de condomínio. Mais uma pelada do que um jogo. [...] Se você sai jogando, perde a bola. A bola bate na canela e sobe. São muitos buracos. Então é tentar aproveitar bola parada, bola longa. É incrível que já são três anos vindo aqui e continua a mesma coisa”
Essa dificuldade no gramado, com buracos e irregularidades, faz com que a bola pule de forma imprevisível, atrapalhando a troca de passes e a construção de jogadas. Ceni destacou que, diante de um cenário assim, o jeito é apostar em bolas paradas e lançamentos longos, já que não há como desenvolver um futebol técnico.
Devido a essas condições, Rogério Ceni mal conseguiu analisar o desempenho do time em campo, especialmente com a presença de muitos jogadores jovens na equipe. Para ele, o ponto positivo foi apenas não ter perdido a invencibilidade, levando o resultado negativo para o mais longe possível.
A polêmica da arbitragem
Além do campo, a arbitragem também foi alvo das reclamações de Ceni. No final do jogo, o árbitro marcou um pênalti para a Juazeirense, alegando que a bola havia tocado a mão do zagueiro Gabriel Xavier. No entanto, o lance gerou muita discussão, e o VAR foi acionado.
Após revisão, foi constatado que a bola, na verdade, atingiu o rosto do defensor tricolor, e a penalidade foi corretamente anulada. A convicção inicial do árbitro irritou Ceni, que recebeu um cartão amarelo por reclamar da marcação.
“Depois que colocaram o VAR no Baiano ficou assim, né?! O mais impressionante é a convicção com que o árbitro marca o pênalti. E aí você vai lá brigar pela verdade e leva cartão. Deve ter vindo uma voz do além para dizer que bateu no rosto do jogador”
A situação reforça a importância da tecnologia do VAR para corrigir erros cruciais, mas também levanta questões sobre a tomada de decisão inicial dos árbitros em campo.
Próximos passos
Com a classificação e a liderança do Campeonato Baiano já garantidas, o Bahia agora muda o foco para o Campeonato Brasileiro. O próximo desafio do Esquadrão será contra o Vasco, em São Januário, na próxima quarta-feira (11), às 21h30, pela terceira rodada da competição.
Já a Juazeirense, que ainda luta por uma vaga na semifinal do Estadual, tem seu próximo compromisso marcado para o dia 19 de fevereiro, às 19h15, fora de casa, contra o Barcelona de Ilhéus.

