A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está prestes a iniciar um debate que pode mexer diretamente com a vida dos clubes e torcedores do Campeonato Brasileiro. A entidade se prepara para discutir a possibilidade de diminuir o número de times rebaixados e promovidos entre as Séries A e B.
Essa ideia, que circula há alguns anos entre os dirigentes da elite do futebol, voltou à tona e foi comunicada aos representantes dos clubes da Série B em uma reunião recente. A proposta principal é reduzir de quatro para três o número de clubes que caem da Série A, o que, consequentemente, também diminuiria o acesso da Série B.
Uma discussão antiga que ganha força
Não é a primeira vez que o assunto do rebaixamento entra na pauta da CBF. Em março do ano passado, sob a gestão anterior, o tema já havia sido debatido. No entanto, agora, com Samir Xaud à frente da entidade desde maio, a cúpula da CBF sinalizou que pretende aprofundar a conversa e colocar essa questão de forma oficial na agenda do futebol brasileiro.
O formato atual, com quatro times sendo rebaixados, está em vigor desde 2004. Antes disso, em 2003, quando o sistema de pontos corridos foi adotado pela primeira vez, apenas duas equipes caíram de divisão. Já a configuração da Série A com 20 participantes se mantém desde 2006.
Outros temas importantes na mesa da CBF
Além da possível mudança no rebaixamento, a CBF também pretende abrir diálogo sobre outros assuntos que geram muita discussão no mundo do futebol. Entre eles, estão o uso de gramados sintéticos nos estádios, um tema que divide opiniões, e o limite de jogadores estrangeiros por partida.
Hoje, os clubes podem relacionar até nove jogadores de outros países em um jogo. Mas alguns dirigentes defendem que esse número seja reduzido, alegando que muitos estrangeiros podem atrapalhar a formação e o desenvolvimento de novos talentos brasileiros. O debate sobre essas questões visa encontrar soluções que beneficiem o esporte como um todo no país.
É importante destacar que, por enquanto, não há datas definidas para novas reuniões sobre esses temas, nem qualquer previsão de quando uma eventual mudança no regulamento poderia entrar em vigor.

