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Carros com ADAS oferecem segurança, mas custos de reparo assustam

Sistemas de condução semiautônoma (ADAS) tornam veículos mais seguros, mas o preço da manutenção e do seguro pode pesar no bolso dos proprietários.
Por Redação
Carros com ADAS oferecem segurança, mas custos de reparo assustam

Tecnologia no carro pode pesar no bolso e gerar dor de cabeça -

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Os carros modernos estão cada vez mais inteligentes, cheios de tecnologia que prometem deixar nossas vidas mais fáceis e seguras. Os sistemas de condução semiautônoma, conhecidos como ADAS (Advanced Driver-Assistance Systems), são um grande exemplo disso. Eles trouxeram para os veículos um nível de conforto e segurança que era impensável há alguns anos. Mas, como nem tudo são flores, essa evolução tecnológica também está começando a trazer uma certa dor de cabeça para o bolso de quem tem um desses carros, principalmente quando o assunto é manutenção e o valor do seguro.

Imagine só: você compra um carro super seguro, cheio de sensores e câmeras que te ajudam a estacionar, evitam colisões e até mantêm a distância do carro da frente. É maravilhoso, certo? No entanto, manter esses sistemas funcionando perfeitamente pode ser mais caro do que parece. Não é só depois de um acidente grave que esses componentes precisam de atenção. Uma simples "encostadinha" no para-choque, daquelas que a gente pensa que não é nada, já pode ser o suficiente para desalinhar uma câmera ou um sensor e, pronto, o sistema precisa ser recalibrado.

Manutenção: o inesperado vilão

Além dos pequenos incidentes, os sensores e câmeras dos sistemas ADAS também sofrem com o desgaste natural. Chuva, sol forte, trepidação das ruas e o uso constante acabam exigindo novas calibrações de tempos em tempos. É como afinar um instrumento musical: para que a música saia perfeita, ele precisa estar sempre em ordem. O grande desafio é que essa "afinação" dos carros com ADAS exige ferramentas super específicas e, claro, uma equipe de mecânicos que realmente entenda do assunto.

Esses fatores, obviamente, encarecem muito o serviço. Para ter uma ideia, um levantamento feito pelo Auto Blog nos Estados Unidos mostrou que recalibrar os itens ADAS custa, em média, uns US$ 500. Convertendo para a nossa moeda, isso daria algo em torno de R$ 2,6 mil. É um valor considerável para um procedimento que, muitas vezes, é necessário mesmo sem grandes avarias no veículo.

O instituto internacional HLDI já prevê que o número de carros com tecnologia ADAS vai dobrar até 2028. Com mais veículos na rua equipados com esses sistemas, a tendência é que a frequência desses reparos também aumente, tornando os custos de manutenção um ponto de atenção ainda maior para os proprietários.

Impacto direto no bolso do seguro

E a conta não para por aí. Com reparos cada vez mais complexos e caros, as seguradoras também ligaram o sinal de alerta. É que muitos dos problemas dos sistemas ADAS acabam sendo resolvidos por empresas de tecnologia que são terceirizadas pelas próprias montadoras. Como esses especialistas podem cobrar valores mais altos pelos seus serviços, o custo adicional acaba sendo repassado para o consumidor final, na forma de um seguro mais caro. Isso significa que, se você tem um carro com ADAS, a sua apólice de seguro provavelmente vai custar mais do que a de um veículo mais simples.

O lado bom da tecnologia e a esperança futura

Mas calma, nem tudo é notícia ruim! Apesar do impacto financeiro, não dá para negar os enormes benefícios coletivos que a tecnologia ADAS trouxe. Hoje em dia, é raro encontrar um carro “pelado”, sem nenhum item de segurança ou conforto extra. Os veículos saem de fábrica com diversos recursos que ajudam a prevenir acidentes e a deixar a direção muito mais agradável para todo mundo.

A expectativa é que, com o tempo, à medida que mais e mais carros ganhem esses recursos de condução semiautônoma, os custos de manutenção também tendam a diminuir. É a velha lei da oferta e demanda: quanto mais popular uma tecnologia se torna, mais acessíveis seus reparos costumam ficar, se aproximando dos valores de peças e serviços mais comuns. Assim, essa tecnologia tão importante para a segurança deve se tornar mais sustentável e barata a longo prazo, beneficiando a todos.