Esportes

Bortoleto avalia novos carros da F1: mais lentos, mas divertidos

O piloto Gabriel Bortoleto avalia os novos carros da F1 para 2026, destacando que, apesar de mais lentos, a pilotagem promete ser muito divertida com menos aderência.
Por Redação
Bortoleto avalia novos carros da F1: mais lentos, mas divertidos
Compartilhe:

O jovem piloto brasileiro Gabriel Bortoleto, uma das promessas do automobilismo nacional, compartilhou suas primeiras impressões sobre os carros da Fórmula 1 para a temporada de 2026. A declaração, feita durante os testes coletivos de pré-temporada no Bahrein neste domingo (15), revelou que, apesar de os novos modelos serem mais lentos, a diversão ao volante continua garantida.

Para Bortoleto, a velocidade pura não é o único fator que torna a pilotagem emocionante. Ele explicou que um carro com menos aderência pode até oferecer uma experiência mais envolvente para o piloto.

“É simplesmente diferente, é menos rápido que no ano passado, com certeza. Todo mundo sempre pensa que, por ter carros mais rápidos, é sempre mais divertido. Mas às vezes também é divertido ter um carro com menos aderência, você brinca mais com ele”, disse o piloto.

O que muda na Fórmula 1 a partir de 2026?

As alterações nos regulamentos da Fórmula 1 para 2026 são bastante significativas e prometem moldar o futuro do esporte. Os carros serão menores e mais leves, com uma redução de cerca de 30 kg no peso total. As dimensões também diminuirão, com o entre-eixos passando para 3,40 metros e a largura para 1,90 metro. Essas mudanças visam, em parte, tornar os veículos mais ágeis e facilitar as disputas nas pistas.

Um dos pontos chave da nova era é a aerodinâmica ativa. As asas dianteira e traseira dos carros terão sistemas que permitem ajustes dinâmicos, buscando maior eficiência e performance. Isso significa que os pilotos poderão, de certa forma, configurar o carro para diferentes trechos da pista em tempo real, otimizando a velocidade nas retas e a aderência nas curvas.

As unidades de potência também passarão por uma verdadeira revolução. A parte elétrica terá um aumento expressivo de quase 50% na potência, impulsionando a performance e a sustentabilidade. A energia elétrica disponível será três vezes maior que a usada até 2025, saltando de 120 kW para impressionantes 350 kW. Essa mudança exigirá um gerenciamento ainda mais cuidadoso da bateria e da energia durante as corridas, adicionando uma nova camada estratégica ao esporte. Além disso, os carros passarão a utilizar combustíveis 100% sustentáveis, reforçando o compromisso da Fórmula 1 com o meio ambiente.

Opinião em construção

Mesmo com as novas tecnologias e as primeiras voltas, Gabriel Bortoleto ainda prefere ser cauteloso antes de formar uma opinião definitiva sobre qual configuração de carro ele prefere. Ele destacou que os testes são apenas o começo e que a verdadeira experiência virá nas corridas oficiais.

“Ainda não tenho uma opinião clara sobre o que prefiro, porque é muito cedo e preciso ver como se corre, já que até agora não competimos com esses novos regulamentos. Mas é divertido”, concluiu Bortoleto.

A expectativa é grande para o retorno oficial da Fórmula 1, que acontece no dia 8 de março com o Grande Prêmio da Austrália, marcando o início da nova temporada e o verdadeiro teste para essas inovações.