O Banco Central (BC) anunciou um pacote de mudanças no Pix que deve ser implementado até o fim deste ano. As atualizações visam modernizar o sistema de pagamentos instantâneos, que já é amplamente utilizado no Brasil e movimenta trilhões de reais anualmente.
A proposta do BC é expandir as funcionalidades do serviço, integrando-o a mais operações financeiras e ampliando seu uso no dia a dia dos brasileiros. As novidades surgem em um momento de consolidação do Pix como principal meio de pagamento no país.
Novas funcionalidades do Pix
Entre as principais mudanças no Pix, está a adaptação do sistema ao modelo de pagamento de impostos em tempo real, conhecido como split tributário. Essa funcionalidade está sendo desenvolvida pela Receita Federal e tem previsão de implementação até 2026.
A partir de novembro, boletos passarão a ter, obrigatoriamente, a opção de pagamento via Pix por QR Code. Atualmente, essa alternativa é oferecida de forma opcional. Outra novidade é a possibilidade de quitar duplicatas, o que deve facilitar a antecipação de recebíveis e reduzir custos para empresas.
O Banco Central também estuda a funcionalidade de Pix em garantia, que permitirá o uso de valores futuros como garantia para empréstimos, similar ao crédito consignado. Essa medida tem potencial para reduzir as taxas de juros. Além disso, o BC avalia pagamentos por aproximação offline e a expansão do Pix internacional, para pagamentos transfronteiriços.
Pressão internacional e o futuro do Pix
As mudanças no Pix ocorrem em um cenário de críticas por parte dos Estados Unidos. O governo norte-americano avalia que o modelo brasileiro pode impactar negativamente empresas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.
Em 2024, um relatório já havia apontado o Pix como uma prática considerada desleal no mercado de pagamentos eletrônicos. Apesar das críticas, o Banco Central segue com o plano de modernização, buscando consolidar o Pix como uma ferramenta ainda mais abrangente e eficiente para a economia brasileira.

