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Bahia atrai data centers com energia renovável e mira produção de supercomputadores

Estado se posiciona como polo estratégico para infraestrutura de TI, impulsionado pela vasta matriz de fontes limpas e foco em desenvolvimento tecnológico local
Por Redação
Bahia atrai data centers com energia renovável e mira produção de supercomputadores
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A Bahia se consolida como um território estratégico para a instalação de data centers, impulsionada pela crescente oferta de energia renovável no estado. O movimento visa atrair investimentos em infraestrutura de tecnologia da informação e promover o desenvolvimento tecnológico local.

Segundo Paulo Guimarães, diretor-presidente da Bahiainvest, a disponibilidade de energia é um fator decisivo. Data centers são grandes consumidores de eletricidade, e a Bahia oferece condições naturais favoráveis para esse tipo de empreendimento, conforme o economista Carlos Danilo Peres, da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

Um data center é uma instalação física que abriga servidores, sistemas de armazenamento e equipamentos de rede. Ele centraliza dados digitais, garantindo processamento seguro e alta disponibilidade para aplicações e serviços, sendo essencial para empresas que desenvolvem inteligência artificial.

Estratégia para o desenvolvimento local

A estratégia da Bahia vai além da simples atração de data centers. O objetivo é ampliar o conteúdo tecnológico e industrial associado a esses investimentos, focando no desenvolvimento de capacidades próprias.

Guimarães destaca que um dos focos centrais é a construção de supercomputadores, aproveitando a estrutura industrial já existente no estado. Ele cita a fábrica da Positivo em Ilhéus como um exemplo de base produtiva instalada na Bahia, essencial para a fabricação desses equipamentos.

Outro ponto crucial é garantir que esses empreendimentos gerem conhecimento e desenvolvimento local, e não apenas a exportação de dados. A discussão envolve soberania tecnológica e a criação de ferramentas de inteligência artificial e internet das coisas na Bahia.

Carlos Peres, da Fieb, reforça que o mercado de data centers é amplo e diverso, com aplicações em diversos setores da economia. Hospitais, por exemplo, necessitam de data centers para gerenciar suas operações e dados.

De acordo com Aécio Moreira, secretário de Desenvolvimento Econômico, a atração de data centers e indústrias eletrointensivas é uma estratégia para consumir grandes volumes de energia gerada localmente. Isso ajuda a absorver parte da energia e reduzir os impactos do curtailment, que é o desperdício de energia por falta de demanda ou capacidade de transmissão.