A Bahia pode enfrentar uma crise de abastecimento de fertilizantes devido à interdição prolongada do Terminal Itapuã, localizado em São Tomé de Paripe, em Salvador. O alerta foi feito nesta terça-feira (11) pelo deputado Eduardo Salles (PP), presidente da comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
O fechamento do terminal, crucial para a economia agrícola, ocorreu após a detecção de resíduos de cobre na área. Segundo o parlamentar, o material não é transportado pela Intermarítima, empresa que opera o equipamento atualmente, e teria origem em um passivo ambiental da Gerdau, antiga proprietária do local.
De acordo com Eduardo Salles, o Terminal Itapuã é responsável pelo desembarque de 70% dos fertilizantes que abastecem a Bahia e o Tocantins. A paralisação das operações pode comprometer o plantio da safra do segundo semestre, especialmente no Oeste Baiano.
Impacto na agricultura e economia
A interdição do terminal em Salvador gera preocupação com a segurança alimentar e a economia regional. O deputado ressaltou que a maior parte dos fertilizantes utilizados no Brasil é importada. Com a guerra no Oriente Médio, China e Rússia, importantes exportadores, paralisaram as vendas, agravando o cenário.
Salles defende a apuração rigorosa das causas do vazamento e a punição dos responsáveis. No entanto, ele enfatiza a necessidade de agilidade para que o terminal seja reaberto, com as devidas garantias ambientais, a fim de evitar um desabastecimento que prejudicaria gravemente a produção agrícola do estado.
O parlamentar cobra que os órgãos ambientais confirmem publicamente a responsabilidade da Gerdau pelo passivo ambiental, para que a empresa arque com os prejuízos. A situação atual do Terminal Itapuã segue em análise, e as autoridades buscam soluções para mitigar os impactos na cadeia produtiva.

