Polícia

Avô mata neto em legítima defesa após agressão à avó em SP

Um avô de 78 anos matou o neto a tiros em São Paulo após o jovem agredir a avó com faca, em um caso de legítima defesa.
Por Redação
Avô mata neto em legítima defesa após agressão à avó em SP

Segundo o avô, o neto ameaçou ele e a esposa com uma faca -

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Uma tragédia familiar chocou a Zona Leste de São Paulo nesta terça-feira, 6, quando um idoso de 78 anos, policial civil aposentado, atirou e matou o próprio neto. O homem agiu para defender sua esposa, que estava sendo violentamente agredida pelo jovem.

O drama aconteceu dentro da casa onde todos moravam. Segundo a polícia, o neto, identificado apenas como Mateus, estava sob efeito de drogas e álcool e começou a brigar, chegando a ameaçar o casal com uma faca. O avô, José Barbosa Filho, contou aos policiais que não teve outra escolha a não ser usar sua pistola calibre .380 para proteger a avó, que estava sendo derrubada e agredida no chão.

Ataque e defesa: uma tragédia em família

Quando os policiais militares chegaram ao local, encontraram Mateus já sem vida, caído no corredor da garagem. Dentro da residência, o cenário era de uma luta violenta: vestígios de briga e manchas de sangue foram encontrados nas paredes, indicando a gravidade da confusão. A arma usada no incidente foi imediatamente apreendida pelas autoridades para a investigação.

A avó, que não teve a idade divulgada, precisou ser levada às pressas para o hospital por causa das lesões sérias que sofreu. O avô, mesmo após o ato de defesa, também recebeu atendimento médico. Ele havia agido no limite, em uma situação desesperadora para salvar a vida de sua companheira.

José Barbosa Filho, o avô que atirou, relatou que sua ação foi em legítima defesa, um direito previsto em lei para proteger a própria vida ou a de terceiros de uma agressão injusta e iminente. Ele viu sua esposa ser atacada e agiu por instinto de proteção.

O delegado responsável pelo caso confirmou que o senhor agiu em legítima defesa. A ocorrência foi registrada no 24º Distrito Policial (Ponte Rasa) e envolveu diversos aspectos, incluindo tentativa de homicídio, lesão corporal, ameaça, homicídio e a própria legítima defesa. A investigação continua para apurar todos os detalhes dessa triste história, mas a narrativa inicial aponta para um ato extremo de amor e proteção em meio ao caos da violência doméstica e do uso de substâncias.