A missão Artemis 2, da NASA, registrou nesta segunda-feira (6) a perda temporária de comunicação com a Terra. O evento ocorreu quando a cápsula Orion sobrevoou o lado oculto da Lua, um fenômeno esperado na exploração espacial.
O contato com a espaçonave foi interrompido por volta das 19h43 (horário de Brasília). A própria Lua atua como uma barreira física, bloqueando os sinais enviados para a Rede de Espaço Profundo (DSN), sistema de antenas responsável pelo contato com missões espaciais.
Segundo a NASA, a interrupção da comunicação não é incomum. Missões históricas do programa Apollo também enfrentaram períodos semelhantes ao orbitar o lado oculto lunar, como a Apollo 11 em 1969.
Silêncio na exploração espacial
Durante a missão Apollo 11, o astronauta Michael Collins ficou incomunicável por cerca de 48 minutos ao cruzar o lado oculto. Ele descreveu a experiência como um isolamento absoluto, mas também destacou a tranquilidade do silêncio.
A Artemis 2, com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen a bordo, também atingiu a maior distância já registrada por humanos em relação à Terra, superando o recorde da missão Apollo 13.
Para a tripulação, o período sem comunicação é visto como um momento singular da jornada. Antes da missão, Victor Glover já havia indicado que esse intervalo seria uma pausa para reflexão, longe de qualquer contato com a Terra.
A missão Artemis 2 continua em monitoramento constante, exceto durante esses breves períodos de desconexão. O episódio reforça uma realidade da exploração espacial: em pontos específicos do universo, o silêncio ainda é inevitável.

