A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) implementou novas restrições para o uso de power banks em voos no Brasil. A medida proíbe a utilização de carregadores portáteis durante as viagens aéreas, conforme orientações de segurança.
Companhias como a LATAM Airlines Brasil já adotaram a norma, que visa prevenir riscos associados às baterias de lítio. Essas baterias podem superaquecer e causar incêndios em ambientes pressurizados, como o interior das aeronaves.
Segundo a Instrução Suplementar nº 175-001 (Revisão M) da ANAC, publicada em abril de 2026, os power banks são classificados como baterias de lítio, material considerado potencialmente perigoso. A proibição de uso durante o voo inclui a recarga dos dispositivos e o carregamento de celulares ou outros aparelhos.
Regras para o transporte de power banks
Apesar da restrição de uso, os passageiros podem transportar os power banks, desde que sigam regras específicas. Os equipamentos são permitidos apenas na bagagem de mão ou junto ao corpo, sendo proibidos em bagagens despachadas.
Existem limites de capacidade para os power banks: até 100 Wh são permitidos sem autorização; entre 100 Wh e 160 Wh exigem aprovação da companhia aérea; e acima de 160 Wh são proibidos. Cada passageiro pode levar no máximo dois power banks, que devem estar protegidos contra curto-circuito e sem danos.
Na prática, a nova regra exige que os passageiros carreguem seus dispositivos antes do embarque e verifiquem a capacidade do power bank. O descumprimento das normas pode resultar na retenção do item ou no impedimento de embarque, reforçando a prioridade da segurança aérea.

